"Tudo que existe consiste
no básico aspecto de sentir
e nesse aspecto encontrado de se ser
de se ir, e então de se voltar
E então tudo assim sendo sem amarras
de deixar levar o rumo cada ego
e mudar de trilha sempre e não ter mapa
pra ser só nessa imensidão de nada."
Porque hoje eu sou só objeto de todas as coisas, sou toda pele e poros abertos, toda ouvidos, toda sabor e paladar.
sexta-feira, maio 27, 2005
quinta-feira, maio 26, 2005
Não é bem o que eu queria
"Basta uma linha a se seguir
com ramos bastante pra se poder vagar
com folhas bastantes pra se poder pular
e com flores que deixem meu verão passar.
Com tanta beleza,
só me resta
suicidar."
com ramos bastante pra se poder vagar
com folhas bastantes pra se poder pular
e com flores que deixem meu verão passar.
Com tanta beleza,
só me resta
suicidar."
Insípido
"Dia triste o de hoje em que descobri
que só vivemos pra angariar lembranças,
e se alimentar dessas lembranças em dia de não.
Baú cheio, e daí?
Simples demais, e tudo perde a graça."
que só vivemos pra angariar lembranças,
e se alimentar dessas lembranças em dia de não.
Baú cheio, e daí?
Simples demais, e tudo perde a graça."
sábado, maio 21, 2005
Neon de silicone
"Sou a pessoa mais eu mesma que conheço.
E a mais impulsiva, de antemão.
Arrogante?
Ao ponto de me achar muito assassina."
E a mais impulsiva, de antemão.
Arrogante?
Ao ponto de me achar muito assassina."
sexta-feira, maio 20, 2005
Lição em intervalo de vulcão
"Vou me tatuar com tinta de caneta,
e pintar no antebraço uma figura
e criar um novo código à altura
e manipular nas mãos cada ranhura.
E mostrar nos dedos quinze fotos tuas,
e rasgar toda evidência dessas ruas
e implorar que não atire às línguas nuas
flechas pardas de compasso de corneta.
E arrombar essa maldita maçaneta
e clamar pros meus desejos que não cessem
e julgar quaisquer dos ares que padecem
e deixar aos que quiserem que arremessem
E justificar o sim que não foi dito
e lembrar que é tudo parte de um só mito
e tentar jogar mais lírio nesse rito
Pra tornar mais espanhola essa roleta."
e pintar no antebraço uma figura
e criar um novo código à altura
e manipular nas mãos cada ranhura.
E mostrar nos dedos quinze fotos tuas,
e rasgar toda evidência dessas ruas
e implorar que não atire às línguas nuas
flechas pardas de compasso de corneta.
E arrombar essa maldita maçaneta
e clamar pros meus desejos que não cessem
e julgar quaisquer dos ares que padecem
e deixar aos que quiserem que arremessem
E justificar o sim que não foi dito
e lembrar que é tudo parte de um só mito
e tentar jogar mais lírio nesse rito
Pra tornar mais espanhola essa roleta."
Depois de um sono num banco
"Coisa estranha essa mania que nós temos
de querer tornar complexo o que é simples
e tentar mitificar o que é tão claro
e de arrepender por tudo que não vimos
Em calar pra que voltar, se no momento
em que a chance se apresenta você foge?
E onde é que há pecado em querer tudo
e, na hora, de temer loucura nova?
Curto assim já basta pra falar com calma
quando ainda mais mil milhas faltariam
e também ficam faltando mais cem dias
pra poder saborear o que te toma"
de querer tornar complexo o que é simples
e tentar mitificar o que é tão claro
e de arrepender por tudo que não vimos
Em calar pra que voltar, se no momento
em que a chance se apresenta você foge?
E onde é que há pecado em querer tudo
e, na hora, de temer loucura nova?
Curto assim já basta pra falar com calma
quando ainda mais mil milhas faltariam
e também ficam faltando mais cem dias
pra poder saborear o que te toma"
Suspiro
"Dias que foram e que se foram
e levaram tudo que eu tinha de puro
O pinguim e a musiquinha de cantar,
a maleta com a casa pra montar,
o sossego de querer só pular muro...
Não me vejo muito além mesmo sabendo
que da linha mal andei primeiro quarto
E cansei de tentar sempre ir além,
e não quero mais fingir que quero bem
meu destino do qual já me sinto farto..."
e levaram tudo que eu tinha de puro
O pinguim e a musiquinha de cantar,
a maleta com a casa pra montar,
o sossego de querer só pular muro...
Não me vejo muito além mesmo sabendo
que da linha mal andei primeiro quarto
E cansei de tentar sempre ir além,
e não quero mais fingir que quero bem
meu destino do qual já me sinto farto..."
sábado, maio 07, 2005
Regret
"Já é noite, e o meu dia já passou
e na noite tudo fica mais escuro
mas é nessa mesma noite que restou
que se pode ver estrela em céu de furo
Se a mudança aparece já num dia
que dirá depois de horas de assossego?
meu desejo agora cai como água fria
em teu rosto, e te desperta desse apego
Assim sendo, não aquieto e te perturbo
pra que ande mais pra frente em menos tempo
e te grito, e te tomo como surdo
já sabendo que você se faz de lento
Mas é essa distração que me fascina
quando o resto mostra flecha em arvoredo
e se assim se expõe de bobo em côrte e rima
bem mais vale que igualar ao sono lêdo
E no fim, por que me tomo de assustada
se comum é toda morte e todo pranto?
e se a vida que assumimos não é nada
e se tudo que buscamos é um canto?
Mas narrada essa miséria é bem mais bela
e o teu dom foi pra tornar caro o carvão
e abrir um pouco as grades dessa cela
e aliviar o peso que há num pão
Derradeiro, passo em falso, puro atraso
é qualquer vã tentativa de completa
como, entanto, ver passar como em arraso
e não ir pegar carona nessa reta?
Não despreza dessa forma o que tua vida
resolver te dar em troca de repente
e então percebe só de uma lida
pra não ver ficar a flor tendo a semente
Sei que minha construção não te agrada
bem como o cotidiano que te espera
mas não veja nada a mais onde há nada
e nem minimiza a pista que te cerca"
e na noite tudo fica mais escuro
mas é nessa mesma noite que restou
que se pode ver estrela em céu de furo
Se a mudança aparece já num dia
que dirá depois de horas de assossego?
meu desejo agora cai como água fria
em teu rosto, e te desperta desse apego
Assim sendo, não aquieto e te perturbo
pra que ande mais pra frente em menos tempo
e te grito, e te tomo como surdo
já sabendo que você se faz de lento
Mas é essa distração que me fascina
quando o resto mostra flecha em arvoredo
e se assim se expõe de bobo em côrte e rima
bem mais vale que igualar ao sono lêdo
E no fim, por que me tomo de assustada
se comum é toda morte e todo pranto?
e se a vida que assumimos não é nada
e se tudo que buscamos é um canto?
Mas narrada essa miséria é bem mais bela
e o teu dom foi pra tornar caro o carvão
e abrir um pouco as grades dessa cela
e aliviar o peso que há num pão
Derradeiro, passo em falso, puro atraso
é qualquer vã tentativa de completa
como, entanto, ver passar como em arraso
e não ir pegar carona nessa reta?
Não despreza dessa forma o que tua vida
resolver te dar em troca de repente
e então percebe só de uma lida
pra não ver ficar a flor tendo a semente
Sei que minha construção não te agrada
bem como o cotidiano que te espera
mas não veja nada a mais onde há nada
e nem minimiza a pista que te cerca"
De onde vem meu sentimento?
"Sabe o que me
encanta, e que
retoma a minha
olhada? Que me
toma e me
outona, e sempre
nasce
imaginada?
nada disso tão concreto...
apenas curva em traço reto.
encanta, e que
retoma a minha
olhada? Que me
toma e me
outona, e sempre
nasce
imaginada?
nada disso tão concreto...
apenas curva em traço reto.
sábado, abril 30, 2005
De joelhos
"Faço agora uma encomenda que me cabe
quem me traz um dicionário pra saudade?
Que contenha amor em página marcada
E que diga com certeza mesmo em meia
que efeito causa a lua, quando cheia,
em quem só não acha graça no acordar
Que traduza o que imagino mas não posso
e se possível traga a tona o grito nosso
ou então que solucione meus porquês
E se então com tantos limites em pauta
não for visto, ou sequer se note a falta
que encaminhe só pra mim tal desejar
Mas não seja impiedoso e não me cobre
e que entenda esse presente como nobre
pra aliviar meu mar de incertezas"
quem me traz um dicionário pra saudade?
Que contenha amor em página marcada
E que diga com certeza mesmo em meia
que efeito causa a lua, quando cheia,
em quem só não acha graça no acordar
Que traduza o que imagino mas não posso
e se possível traga a tona o grito nosso
ou então que solucione meus porquês
E se então com tantos limites em pauta
não for visto, ou sequer se note a falta
que encaminhe só pra mim tal desejar
Mas não seja impiedoso e não me cobre
e que entenda esse presente como nobre
pra aliviar meu mar de incertezas"
Soneto sem voto, sem tempo
"Entre um tic, um tac, um clic e um descompasso
multidões mudam de forma e mudam passo
Entre um cloc, um bléin, um blón, uma ressalva
uma nota fica muda e vira pausa
Na verdade um ponteiro é só o início
de uma queda em dominó que se estende
Carregando no caminho quem, de ofício
tome nota e suicide em teu alpendre
Silencia: não eleva a voz ao dono da verdade,
da justiça que aos mensuráveis cabe,
ao algoz da tua sentença escondida
Não abafa: burla o modo como a vida é conduzida
sustentando em cada ombro a euforia
que espera quem alcança tal idade"
multidões mudam de forma e mudam passo
Entre um cloc, um bléin, um blón, uma ressalva
uma nota fica muda e vira pausa
Na verdade um ponteiro é só o início
de uma queda em dominó que se estende
Carregando no caminho quem, de ofício
tome nota e suicide em teu alpendre
Silencia: não eleva a voz ao dono da verdade,
da justiça que aos mensuráveis cabe,
ao algoz da tua sentença escondida
Não abafa: burla o modo como a vida é conduzida
sustentando em cada ombro a euforia
que espera quem alcança tal idade"
Ode ao Inverno
"Fluxo de vento que me toma de assustada
Impulso em movimento que me encosta na murada
Contínuo, segue os dias sem querer saber de mim
E tutor de seu caminho não se importa em ser sem fim
Qual a graça?
Onde está o desvario de ser temido?
Onde mora a exatidão desse assobio?
E onde fica o riso do que não abrigo?
Num casal de namorados, um conhaque, uma lareira
Cobertor com almofada, vinho, música, fogueira"
Impulso em movimento que me encosta na murada
Contínuo, segue os dias sem querer saber de mim
E tutor de seu caminho não se importa em ser sem fim
Qual a graça?
Onde está o desvario de ser temido?
Onde mora a exatidão desse assobio?
E onde fica o riso do que não abrigo?
Num casal de namorados, um conhaque, uma lareira
Cobertor com almofada, vinho, música, fogueira"
Só ouça
"Sobremesa antes do almoço, arrepio de corte grosso,
tudo isso lembra o sonho que não tive.
Que vastidão de incompletices..."
tudo isso lembra o sonho que não tive.
Que vastidão de incompletices..."
sexta-feira, abril 29, 2005
Redenção
"Sei que só sou morte quando em terço
pois metade é muita coisa e não me cabe
mas como mostrar flor em campo ao vento
se fingindo o livro tranca e não se abre?
Chave-mestra disponível e em espera
já cansada da areia que encobriu
outro tempo, como que em outra esfera
fuso horário estacionado em abril
Quanta falta faz não ter o que não tenho
ou então me contentar com sonolência
não me julgo ainda assim disposta a sê-lo
Mas confesso que aceito se essa vida
resolver presentear com nova festa
e retorno com mais branco e poesia"
pois metade é muita coisa e não me cabe
mas como mostrar flor em campo ao vento
se fingindo o livro tranca e não se abre?
Chave-mestra disponível e em espera
já cansada da areia que encobriu
outro tempo, como que em outra esfera
fuso horário estacionado em abril
Quanta falta faz não ter o que não tenho
ou então me contentar com sonolência
não me julgo ainda assim disposta a sê-lo
Mas confesso que aceito se essa vida
resolver presentear com nova festa
e retorno com mais branco e poesia"
Dança Flamenca
"quando o bom é dois,
toda tarde é boa noite e é manhã
e o teu erro vira graça dia depois
e o que quero já se muda pouco assim
e os enganos só esperam tradução
e o teu corpo vive uma febre terçã
e as palavras querem explicar em vão
teu efeito e tua pausa de marfim
e em sossego deixo o ano renascer
e não quero ter semente de romã
nem torcer pra qualquer lírio florescer
quando as horas forem de jardim sem fim"
toda tarde é boa noite e é manhã
e o teu erro vira graça dia depois
e o que quero já se muda pouco assim
e os enganos só esperam tradução
e o teu corpo vive uma febre terçã
e as palavras querem explicar em vão
teu efeito e tua pausa de marfim
e em sossego deixo o ano renascer
e não quero ter semente de romã
nem torcer pra qualquer lírio florescer
quando as horas forem de jardim sem fim"
sábado, abril 23, 2005
Relato de um sonho sonhado
"Sonho etéreo mente leva,
som estéreo me eleva.
Te alegra?
Acha framboesa em pé de vento...
Em andatto vejo quadros
sem andar festejo fatos
Dias natos?
Culpa tua ausência e teu ver lento...
Fim de noite traz piscar
timbre em foice faz rondar
Posso estar?
Diz ser minha essência teu evento..."
som estéreo me eleva.
Te alegra?
Acha framboesa em pé de vento...
Em andatto vejo quadros
sem andar festejo fatos
Dias natos?
Culpa tua ausência e teu ver lento...
Fim de noite traz piscar
timbre em foice faz rondar
Posso estar?
Diz ser minha essência teu evento..."
Cimentismo Primeiro
......................e.
...................i.
..............s.a.f.
...........o.r.m...
............a.q....
..............u.....
..............e.....
..............a.....
..............s.....
..............s.....
..............u.....
....m.o.q.u......
...a.n.d.o.d.e.....
....i.t.o.e.d.u.....
......r.m.o.......
...................i.
..............s.a.f.
...........o.r.m...
............a.q....
..............u.....
..............e.....
..............a.....
..............s.....
..............s.....
..............u.....
....m.o.q.u......
...a.n.d.o.d.e.....
....i.t.o.e.d.u.....
......r.m.o.......
sexta-feira, abril 22, 2005
Fluxo de Oriente
"Creio na verdade,
que meu bem maior é menor em escala
que minha imensidão cabe nessa sala
e que cada vão tem o meu pesar."
que meu bem maior é menor em escala
que minha imensidão cabe nessa sala
e que cada vão tem o meu pesar."
Pó de Harakiri
"Tá aqui toda a minha vida em 4 linhas,
pode se servir.
Quentinha como pão de padaria.
Torne ao sa(ir)."
pode se servir.
Quentinha como pão de padaria.
Torne ao sa(ir)."
quinta-feira, abril 21, 2005
Rotina na Sé
"santa ma(ria) ouviu um lamento
numa uma manhã de terça-feira.
Ouviu o pranto do coitado,
a-notou no caderninho,
e seguiu com sua vida de santa
planando no celestial."
numa uma manhã de terça-feira.
Ouviu o pranto do coitado,
a-notou no caderninho,
e seguiu com sua vida de santa
planando no celestial."
Erro
."deu.....................mafo......
..rmaq..................uete.......
...enga................nasu........
....rgeo..............laps.........
.....odeu..........mada..........
......ma;m.......asqu...........
.......eval......etal............
........suje...itos.............
.........eemv.(i)d..............
........arma..umco.............
.......ncei.......to?n............
......ãote.........enga...........
.....na,m...........oçaf..........
....rági...............il,c.........
...omum..............beij........
..o;nã...................osem...ate.
..rmaq..................uete.......
...enga................nasu........
....rgeo..............laps.........
.....odeu..........mada..........
......ma;m.......asqu...........
.......eval......etal............
........suje...itos.............
.........eemv.(i)d..............
........arma..umco.............
.......ncei.......to?n............
......ãote.........enga...........
.....na,m...........oçaf..........
....rági...............il,c.........
...omum..............beij........
..o;nã...................osem...ate.
Apelo
"Não vou mais rimar com sonho e fantasia
só com morte e funeral que vento leve
já bastou ter qualquer verso sem folia
olha bem e vê o fraco autor que rege
Minto bem, mas não me vale te enganar
se no choro não me sobra quem conheça
na verdade sou só louco a plagiar
sem um traço de sorriso que apareça
Mas se mesmo em mentira toco o peito
vale a pena restaurar soltura insana?
Só amor pra me levar onde me aceito...
E me olhando como quero que se mostre
e pedindo pra querer mesmo em defeito
Jura agora conduzir com valsa nobre?"
só com morte e funeral que vento leve
já bastou ter qualquer verso sem folia
olha bem e vê o fraco autor que rege
Minto bem, mas não me vale te enganar
se no choro não me sobra quem conheça
na verdade sou só louco a plagiar
sem um traço de sorriso que apareça
Mas se mesmo em mentira toco o peito
vale a pena restaurar soltura insana?
Só amor pra me levar onde me aceito...
E me olhando como quero que se mostre
e pedindo pra querer mesmo em defeito
Jura agora conduzir com valsa nobre?"
sábado, abril 09, 2005
Sem redoma
"Se você quiser viver no breu que me elevei
Enquanto você se pintava
Mostro em quarto escuro o que pouco a pouco encontrei
Nesse meu ego de folha riscada
Ou vacila em bruma e se conduz numa quebrada
Tira o mar da luz, esconde em sonho mão sem fada
Se você quiser que mostre o chão em que deite
Enquanto você me mudava
Acho um louco negro pra cruzar tua highway
E abrir, com chave, o que se acelerava
Mas não vira muda, leva em caixa uma alma alada
Volta ao dia em luz enquanto busco uma outra entrada
Se eu te soprar minha autoria em conto-rei
No manto em que eu sonhava
Faça de um provérbio o teu bolero onde direi
Que foi sim completa essa chamada
Só não abandona esse teu lado tão de errata
Vira em alquimia brisa pura de alvorada"
Enquanto você se pintava
Mostro em quarto escuro o que pouco a pouco encontrei
Nesse meu ego de folha riscada
Ou vacila em bruma e se conduz numa quebrada
Tira o mar da luz, esconde em sonho mão sem fada
Se você quiser que mostre o chão em que deite
Enquanto você me mudava
Acho um louco negro pra cruzar tua highway
E abrir, com chave, o que se acelerava
Mas não vira muda, leva em caixa uma alma alada
Volta ao dia em luz enquanto busco uma outra entrada
Se eu te soprar minha autoria em conto-rei
No manto em que eu sonhava
Faça de um provérbio o teu bolero onde direi
Que foi sim completa essa chamada
Só não abandona esse teu lado tão de errata
Vira em alquimia brisa pura de alvorada"
Um apelo ao que ainda há de triste
"Sons de carros, buzinas, faróis gritam.
Mulheres lavam as calçadas.
(...)
Meu peito,
que vazio marca cada grama de insatisfação!
Quanta revolta traz cada passo sem direção,
e quanta dor me cobre ao ver minha minimice.
Teu vil traço,
que me aponta a um passado em fio de algodão,
me convence a não parar em frente à multidão
e fracassa ao mostrar por dentro essa mesmice.
(...)
Noites em claro, vizinhas, lençóis ficam.
Doutores passam nossa entrada."
Mulheres lavam as calçadas.
(...)
Meu peito,
que vazio marca cada grama de insatisfação!
Quanta revolta traz cada passo sem direção,
e quanta dor me cobre ao ver minha minimice.
Teu vil traço,
que me aponta a um passado em fio de algodão,
me convence a não parar em frente à multidão
e fracassa ao mostrar por dentro essa mesmice.
(...)
Noites em claro, vizinhas, lençóis ficam.
Doutores passam nossa entrada."
sexta-feira, abril 08, 2005
Efeito cumulativo
"Meu mundo infla em balão de agaê,
onde sou toda a lona de estrada;
mas também bailo alfinete em pliê
pra um dia de libra marcada...
Nessa espuma em que me viro?
Numa idéia aleatória,
num balanço repetido,
em pouco ritmo ensaiado,
num centrismo corroído..."
onde sou toda a lona de estrada;
mas também bailo alfinete em pliê
pra um dia de libra marcada...
Nessa espuma em que me viro?
Numa idéia aleatória,
num balanço repetido,
em pouco ritmo ensaiado,
num centrismo corroído..."
Bula
"Vivo num turbilhão,onde me faço elástica.
Receita?
Pra abraçar o mundo e depois chorar de cansaço."
Receita?
Pra abraçar o mundo e depois chorar de cansaço."
sábado, abril 02, 2005
Sopro de cera
"Vôo longe num segundo
e realizo tal desejo
meu e ter de correr mundo
quantos anos não te vejo!
Longe então mas perto agora
te abraço e beijo o queixo
conversamos como outrora
tantas coisas num só beijo!
por fim, hora de ir
quase esqueço por que vim
uma data de alecrim
toda sua pra te rir..."
e realizo tal desejo
meu e ter de correr mundo
quantos anos não te vejo!
Longe então mas perto agora
te abraço e beijo o queixo
conversamos como outrora
tantas coisas num só beijo!
por fim, hora de ir
quase esqueço por que vim
uma data de alecrim
toda sua pra te rir..."
8ª Dimensidão
"Vagueio; me bandeio pro lado de lá
alavanca em cadeia de impulso
combustível prum solto pensar.
De espera passou à mordaça
já que explora em domínio discreto...
me desloca o centro de massa,
raciocínio em ângulo reto.
Inútil; me elevo na grama de cá
o que antes seria concurso
passa agora à visão nimelar.
Não me serve qualquer cão de caça
se o preço sequer é correto...
esfarela como ao livro, a traça,
assinando sem ser mel concreto."
alavanca em cadeia de impulso
combustível prum solto pensar.
De espera passou à mordaça
já que explora em domínio discreto...
me desloca o centro de massa,
raciocínio em ângulo reto.
Inútil; me elevo na grama de cá
o que antes seria concurso
passa agora à visão nimelar.
Não me serve qualquer cão de caça
se o preço sequer é correto...
esfarela como ao livro, a traça,
assinando sem ser mel concreto."
sexta-feira, março 25, 2005
Desejos de uma ardilha sem fulgor
"Me recuso a te pegar quando pra sair composta
mas aceito ir de pijamas se é pra ser de madrugada
Da mesma forma não te quero num beijo só de rotina imposta
mas devolvo um palmo e meio pra cada fita em grau vazada
Pra mandar cartão postal de um moinho que passou,
rasgo mas guardo
Pra levar daqui a calma que absorve anel robô
atiro mas marco
Quero mais, ocultar por noite adentro
fica mais, me derrama o teu tormento
ouço tudo; e te opino se quiser
ou silencio e te aninho, em busca de ser mais mulher
Se é pra gritar, que seja correndo na grama
pra analisar, só se for lado bom em varanda
Pra ser tudo, transborda meus poros com pólen
deixa mudo, calafrio com tristeza que some
Ri comigo se o hoje é sem jeito
choro surdo e machuco defeito
Canta junto um cordel sem arpejo
e acha em piscar cheiro fresco
Me mostra um Almodóvar em cristal de maresia
e discute daltonismo em palavra e sintonia
Bom dia.
Não me canso, e chego perto, e não sei mais
não acho tarde pra arrancar você de um fá
Vou pactuar com borboleta em véu de fogo
pra me levar pra dentro aí no teu encosto
E ver se vê em vivo amigo um vinho tinto
e saber se vem comigo e o que se passa
Ouvir se pensa nisso tudo e não foi dito
provar sem te saber furor de graça"
*Gostou? Concorda? Tá...casa comigo então?
mas aceito ir de pijamas se é pra ser de madrugada
Da mesma forma não te quero num beijo só de rotina imposta
mas devolvo um palmo e meio pra cada fita em grau vazada
Pra mandar cartão postal de um moinho que passou,
rasgo mas guardo
Pra levar daqui a calma que absorve anel robô
atiro mas marco
Quero mais, ocultar por noite adentro
fica mais, me derrama o teu tormento
ouço tudo; e te opino se quiser
ou silencio e te aninho, em busca de ser mais mulher
Se é pra gritar, que seja correndo na grama
pra analisar, só se for lado bom em varanda
Pra ser tudo, transborda meus poros com pólen
deixa mudo, calafrio com tristeza que some
Ri comigo se o hoje é sem jeito
choro surdo e machuco defeito
Canta junto um cordel sem arpejo
e acha em piscar cheiro fresco
Me mostra um Almodóvar em cristal de maresia
e discute daltonismo em palavra e sintonia
Bom dia.
Não me canso, e chego perto, e não sei mais
não acho tarde pra arrancar você de um fá
Vou pactuar com borboleta em véu de fogo
pra me levar pra dentro aí no teu encosto
E ver se vê em vivo amigo um vinho tinto
e saber se vem comigo e o que se passa
Ouvir se pensa nisso tudo e não foi dito
provar sem te saber furor de graça"
*Gostou? Concorda? Tá...casa comigo então?
quinta-feira, março 24, 2005
MEU PSENESRTE
"NÃO PSOSO TE FLAAR DO AOMR QUE SNTIO
JÁ QUE TDUO É RSRTEGINIDO E PDOE NÃO SAOR BEM
MAS PSOSO TE MSTROAS QUE NÃO ME MTINO
QNADUO AHCO DE VRADEDE QUE A PIXAÃO VAI MIAS AELM
SE UM DIA EVELRMOAS NAOMSTO
ATÉ O PNOTO EM QUE NÃO SJEA SJUO OU FIEO O AORDAR
EU CNATO NSOSA HOTSIRIA PRO FTURUO
ODNE UM HNIO QUE EOCAEM VATNODE DE AGIAMR"
JÁ QUE TDUO É RSRTEGINIDO E PDOE NÃO SAOR BEM
MAS PSOSO TE MSTROAS QUE NÃO ME MTINO
QNADUO AHCO DE VRADEDE QUE A PIXAÃO VAI MIAS AELM
SE UM DIA EVELRMOAS NAOMSTO
ATÉ O PNOTO EM QUE NÃO SJEA SJUO OU FIEO O AORDAR
EU CNATO NSOSA HOTSIRIA PRO FTURUO
ODNE UM HNIO QUE EOCAEM VATNODE DE AGIAMR"
Fim de festa
"Foi bom ter fugido da praça
correu minha vez de sossego
estado de graça?
Miro a rota mas ando em placebo
só desvio do óbvio que quero
carência de apego?
Surge montado na aurora
o que foi, vêm e cega:
certidão crua em guerra"
correu minha vez de sossego
estado de graça?
Miro a rota mas ando em placebo
só desvio do óbvio que quero
carência de apego?
Surge montado na aurora
o que foi, vêm e cega:
certidão crua em guerra"
Gatilho de idéia de loucos
"Pára, quero subir
no carrossel eterno sem parar
parada brusca só numa estação
que cada qual decide por saltar
sem ar então
Corre, quero alcançar
puxa e em neblina cego a tatear
não quero ver se avanço em contra-mão
sentir tal brisa já é meu calar
qual mar em chão
Volta, se quer olhar
se você pensa idealizar
talvez a idéia seja de antemão
gatilho frágil louco em atirar
está na mão."
no carrossel eterno sem parar
parada brusca só numa estação
que cada qual decide por saltar
sem ar então
Corre, quero alcançar
puxa e em neblina cego a tatear
não quero ver se avanço em contra-mão
sentir tal brisa já é meu calar
qual mar em chão
Volta, se quer olhar
se você pensa idealizar
talvez a idéia seja de antemão
gatilho frágil louco em atirar
está na mão."
Piro-mentira, Psi-futuro
"Quando dentro de casa o sapo não desvira
olha pela porta e uma pedra torna bruma
tira venda e re-conhece o que sempre esteve ali
sem castelo só um poste observando pela rua
Quis lábio, ceguei pra língua
um cordel rebobina?
(...)
sou verso sem rima melhor que ela em parnasiana."
olha pela porta e uma pedra torna bruma
tira venda e re-conhece o que sempre esteve ali
sem castelo só um poste observando pela rua
Quis lábio, ceguei pra língua
um cordel rebobina?
(...)
sou verso sem rima melhor que ela em parnasiana."
Auto-piedade
"Vou eu mesma me cantar
e fingir contentar com tão pouco
vou criar mil dizeres pra dar
e inspirar num barril de sufoco
Afogar?
não até que não me faça ouvir
Levantar?
só se for pra mostrar sol em mí
Não tem só o vazio externo que se pensa
bem mais rasa que qualquer vil aparência
no escuro, mais paredes que as só seis.
(...)
viro num mês"
e fingir contentar com tão pouco
vou criar mil dizeres pra dar
e inspirar num barril de sufoco
Afogar?
não até que não me faça ouvir
Levantar?
só se for pra mostrar sol em mí
Não tem só o vazio externo que se pensa
bem mais rasa que qualquer vil aparência
no escuro, mais paredes que as só seis.
(...)
viro num mês"
Título o Marmelo!
"Vai lá, sem medo, pode ir que eu te prometo
vou tentar me segurar pra não jogar você daqui
se quiser me grita agora que eu vou ver se já te vejo
e acompanho só seguindo, sem andar, aquela esquina
Mora em olho essa menina; inquilina que eu invejo
vou pagar teu aluguel pra você ceder uns dias
e emprestar esse colchão de capim leve que te deita
sem dormir...sem dormir...
e acordar de um sono louco só pra ver se você deixa
sem sair...sem sair...
e decorar tua rotina embebida em chá de menta
mas cala assim, não cola em mim,
olha o dia que morreu
pra querer ser gelo em gin
diz por que te acometeu
não vem mais, não vai mais
agora dorme...
corre atrás, corre a mais,
e vê se some"
vou tentar me segurar pra não jogar você daqui
se quiser me grita agora que eu vou ver se já te vejo
e acompanho só seguindo, sem andar, aquela esquina
Mora em olho essa menina; inquilina que eu invejo
vou pagar teu aluguel pra você ceder uns dias
e emprestar esse colchão de capim leve que te deita
sem dormir...sem dormir...
e acordar de um sono louco só pra ver se você deixa
sem sair...sem sair...
e decorar tua rotina embebida em chá de menta
mas cala assim, não cola em mim,
olha o dia que morreu
pra querer ser gelo em gin
diz por que te acometeu
não vem mais, não vai mais
agora dorme...
corre atrás, corre a mais,
e vê se some"
Enquadro em Quadros
"Folha pisada no chão de concreto
é descaso comigo
Cara virada e atenção na varanda
é doer sem motivo
Dar não pro dia e sim pro rebelde
é viver sem sentido
Cola já gasta grudando buraco
é querer ser teu vício"
é descaso comigo
Cara virada e atenção na varanda
é doer sem motivo
Dar não pro dia e sim pro rebelde
é viver sem sentido
Cola já gasta grudando buraco
é querer ser teu vício"
Assinar:
Postagens (Atom)