"Faço agora uma encomenda que me cabe
quem me traz um dicionário pra saudade?
Que contenha amor em página marcada
E que diga com certeza mesmo em meia
que efeito causa a lua, quando cheia,
em quem só não acha graça no acordar
Que traduza o que imagino mas não posso
e se possível traga a tona o grito nosso
ou então que solucione meus porquês
E se então com tantos limites em pauta
não for visto, ou sequer se note a falta
que encaminhe só pra mim tal desejar
Mas não seja impiedoso e não me cobre
e que entenda esse presente como nobre
pra aliviar meu mar de incertezas"
Porque hoje eu sou só objeto de todas as coisas, sou toda pele e poros abertos, toda ouvidos, toda sabor e paladar.
sábado, abril 30, 2005
Soneto sem voto, sem tempo
"Entre um tic, um tac, um clic e um descompasso
multidões mudam de forma e mudam passo
Entre um cloc, um bléin, um blón, uma ressalva
uma nota fica muda e vira pausa
Na verdade um ponteiro é só o início
de uma queda em dominó que se estende
Carregando no caminho quem, de ofício
tome nota e suicide em teu alpendre
Silencia: não eleva a voz ao dono da verdade,
da justiça que aos mensuráveis cabe,
ao algoz da tua sentença escondida
Não abafa: burla o modo como a vida é conduzida
sustentando em cada ombro a euforia
que espera quem alcança tal idade"
multidões mudam de forma e mudam passo
Entre um cloc, um bléin, um blón, uma ressalva
uma nota fica muda e vira pausa
Na verdade um ponteiro é só o início
de uma queda em dominó que se estende
Carregando no caminho quem, de ofício
tome nota e suicide em teu alpendre
Silencia: não eleva a voz ao dono da verdade,
da justiça que aos mensuráveis cabe,
ao algoz da tua sentença escondida
Não abafa: burla o modo como a vida é conduzida
sustentando em cada ombro a euforia
que espera quem alcança tal idade"
Ode ao Inverno
"Fluxo de vento que me toma de assustada
Impulso em movimento que me encosta na murada
Contínuo, segue os dias sem querer saber de mim
E tutor de seu caminho não se importa em ser sem fim
Qual a graça?
Onde está o desvario de ser temido?
Onde mora a exatidão desse assobio?
E onde fica o riso do que não abrigo?
Num casal de namorados, um conhaque, uma lareira
Cobertor com almofada, vinho, música, fogueira"
Impulso em movimento que me encosta na murada
Contínuo, segue os dias sem querer saber de mim
E tutor de seu caminho não se importa em ser sem fim
Qual a graça?
Onde está o desvario de ser temido?
Onde mora a exatidão desse assobio?
E onde fica o riso do que não abrigo?
Num casal de namorados, um conhaque, uma lareira
Cobertor com almofada, vinho, música, fogueira"
Só ouça
"Sobremesa antes do almoço, arrepio de corte grosso,
tudo isso lembra o sonho que não tive.
Que vastidão de incompletices..."
tudo isso lembra o sonho que não tive.
Que vastidão de incompletices..."
sexta-feira, abril 29, 2005
Redenção
"Sei que só sou morte quando em terço
pois metade é muita coisa e não me cabe
mas como mostrar flor em campo ao vento
se fingindo o livro tranca e não se abre?
Chave-mestra disponível e em espera
já cansada da areia que encobriu
outro tempo, como que em outra esfera
fuso horário estacionado em abril
Quanta falta faz não ter o que não tenho
ou então me contentar com sonolência
não me julgo ainda assim disposta a sê-lo
Mas confesso que aceito se essa vida
resolver presentear com nova festa
e retorno com mais branco e poesia"
pois metade é muita coisa e não me cabe
mas como mostrar flor em campo ao vento
se fingindo o livro tranca e não se abre?
Chave-mestra disponível e em espera
já cansada da areia que encobriu
outro tempo, como que em outra esfera
fuso horário estacionado em abril
Quanta falta faz não ter o que não tenho
ou então me contentar com sonolência
não me julgo ainda assim disposta a sê-lo
Mas confesso que aceito se essa vida
resolver presentear com nova festa
e retorno com mais branco e poesia"
Dança Flamenca
"quando o bom é dois,
toda tarde é boa noite e é manhã
e o teu erro vira graça dia depois
e o que quero já se muda pouco assim
e os enganos só esperam tradução
e o teu corpo vive uma febre terçã
e as palavras querem explicar em vão
teu efeito e tua pausa de marfim
e em sossego deixo o ano renascer
e não quero ter semente de romã
nem torcer pra qualquer lírio florescer
quando as horas forem de jardim sem fim"
toda tarde é boa noite e é manhã
e o teu erro vira graça dia depois
e o que quero já se muda pouco assim
e os enganos só esperam tradução
e o teu corpo vive uma febre terçã
e as palavras querem explicar em vão
teu efeito e tua pausa de marfim
e em sossego deixo o ano renascer
e não quero ter semente de romã
nem torcer pra qualquer lírio florescer
quando as horas forem de jardim sem fim"
sábado, abril 23, 2005
Relato de um sonho sonhado
"Sonho etéreo mente leva,
som estéreo me eleva.
Te alegra?
Acha framboesa em pé de vento...
Em andatto vejo quadros
sem andar festejo fatos
Dias natos?
Culpa tua ausência e teu ver lento...
Fim de noite traz piscar
timbre em foice faz rondar
Posso estar?
Diz ser minha essência teu evento..."
som estéreo me eleva.
Te alegra?
Acha framboesa em pé de vento...
Em andatto vejo quadros
sem andar festejo fatos
Dias natos?
Culpa tua ausência e teu ver lento...
Fim de noite traz piscar
timbre em foice faz rondar
Posso estar?
Diz ser minha essência teu evento..."
Cimentismo Primeiro
......................e.
...................i.
..............s.a.f.
...........o.r.m...
............a.q....
..............u.....
..............e.....
..............a.....
..............s.....
..............s.....
..............u.....
....m.o.q.u......
...a.n.d.o.d.e.....
....i.t.o.e.d.u.....
......r.m.o.......
...................i.
..............s.a.f.
...........o.r.m...
............a.q....
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..............e.....
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....m.o.q.u......
...a.n.d.o.d.e.....
....i.t.o.e.d.u.....
......r.m.o.......
sexta-feira, abril 22, 2005
Fluxo de Oriente
"Creio na verdade,
que meu bem maior é menor em escala
que minha imensidão cabe nessa sala
e que cada vão tem o meu pesar."
que meu bem maior é menor em escala
que minha imensidão cabe nessa sala
e que cada vão tem o meu pesar."
Pó de Harakiri
"Tá aqui toda a minha vida em 4 linhas,
pode se servir.
Quentinha como pão de padaria.
Torne ao sa(ir)."
pode se servir.
Quentinha como pão de padaria.
Torne ao sa(ir)."
quinta-feira, abril 21, 2005
Rotina na Sé
"santa ma(ria) ouviu um lamento
numa uma manhã de terça-feira.
Ouviu o pranto do coitado,
a-notou no caderninho,
e seguiu com sua vida de santa
planando no celestial."
numa uma manhã de terça-feira.
Ouviu o pranto do coitado,
a-notou no caderninho,
e seguiu com sua vida de santa
planando no celestial."
Erro
."deu.....................mafo......
..rmaq..................uete.......
...enga................nasu........
....rgeo..............laps.........
.....odeu..........mada..........
......ma;m.......asqu...........
.......eval......etal............
........suje...itos.............
.........eemv.(i)d..............
........arma..umco.............
.......ncei.......to?n............
......ãote.........enga...........
.....na,m...........oçaf..........
....rági...............il,c.........
...omum..............beij........
..o;nã...................osem...ate.
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...enga................nasu........
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......ma;m.......asqu...........
.......eval......etal............
........suje...itos.............
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.......ncei.......to?n............
......ãote.........enga...........
.....na,m...........oçaf..........
....rági...............il,c.........
...omum..............beij........
..o;nã...................osem...ate.
Apelo
"Não vou mais rimar com sonho e fantasia
só com morte e funeral que vento leve
já bastou ter qualquer verso sem folia
olha bem e vê o fraco autor que rege
Minto bem, mas não me vale te enganar
se no choro não me sobra quem conheça
na verdade sou só louco a plagiar
sem um traço de sorriso que apareça
Mas se mesmo em mentira toco o peito
vale a pena restaurar soltura insana?
Só amor pra me levar onde me aceito...
E me olhando como quero que se mostre
e pedindo pra querer mesmo em defeito
Jura agora conduzir com valsa nobre?"
só com morte e funeral que vento leve
já bastou ter qualquer verso sem folia
olha bem e vê o fraco autor que rege
Minto bem, mas não me vale te enganar
se no choro não me sobra quem conheça
na verdade sou só louco a plagiar
sem um traço de sorriso que apareça
Mas se mesmo em mentira toco o peito
vale a pena restaurar soltura insana?
Só amor pra me levar onde me aceito...
E me olhando como quero que se mostre
e pedindo pra querer mesmo em defeito
Jura agora conduzir com valsa nobre?"
sábado, abril 09, 2005
Sem redoma
"Se você quiser viver no breu que me elevei
Enquanto você se pintava
Mostro em quarto escuro o que pouco a pouco encontrei
Nesse meu ego de folha riscada
Ou vacila em bruma e se conduz numa quebrada
Tira o mar da luz, esconde em sonho mão sem fada
Se você quiser que mostre o chão em que deite
Enquanto você me mudava
Acho um louco negro pra cruzar tua highway
E abrir, com chave, o que se acelerava
Mas não vira muda, leva em caixa uma alma alada
Volta ao dia em luz enquanto busco uma outra entrada
Se eu te soprar minha autoria em conto-rei
No manto em que eu sonhava
Faça de um provérbio o teu bolero onde direi
Que foi sim completa essa chamada
Só não abandona esse teu lado tão de errata
Vira em alquimia brisa pura de alvorada"
Enquanto você se pintava
Mostro em quarto escuro o que pouco a pouco encontrei
Nesse meu ego de folha riscada
Ou vacila em bruma e se conduz numa quebrada
Tira o mar da luz, esconde em sonho mão sem fada
Se você quiser que mostre o chão em que deite
Enquanto você me mudava
Acho um louco negro pra cruzar tua highway
E abrir, com chave, o que se acelerava
Mas não vira muda, leva em caixa uma alma alada
Volta ao dia em luz enquanto busco uma outra entrada
Se eu te soprar minha autoria em conto-rei
No manto em que eu sonhava
Faça de um provérbio o teu bolero onde direi
Que foi sim completa essa chamada
Só não abandona esse teu lado tão de errata
Vira em alquimia brisa pura de alvorada"
Um apelo ao que ainda há de triste
"Sons de carros, buzinas, faróis gritam.
Mulheres lavam as calçadas.
(...)
Meu peito,
que vazio marca cada grama de insatisfação!
Quanta revolta traz cada passo sem direção,
e quanta dor me cobre ao ver minha minimice.
Teu vil traço,
que me aponta a um passado em fio de algodão,
me convence a não parar em frente à multidão
e fracassa ao mostrar por dentro essa mesmice.
(...)
Noites em claro, vizinhas, lençóis ficam.
Doutores passam nossa entrada."
Mulheres lavam as calçadas.
(...)
Meu peito,
que vazio marca cada grama de insatisfação!
Quanta revolta traz cada passo sem direção,
e quanta dor me cobre ao ver minha minimice.
Teu vil traço,
que me aponta a um passado em fio de algodão,
me convence a não parar em frente à multidão
e fracassa ao mostrar por dentro essa mesmice.
(...)
Noites em claro, vizinhas, lençóis ficam.
Doutores passam nossa entrada."
sexta-feira, abril 08, 2005
Efeito cumulativo
"Meu mundo infla em balão de agaê,
onde sou toda a lona de estrada;
mas também bailo alfinete em pliê
pra um dia de libra marcada...
Nessa espuma em que me viro?
Numa idéia aleatória,
num balanço repetido,
em pouco ritmo ensaiado,
num centrismo corroído..."
onde sou toda a lona de estrada;
mas também bailo alfinete em pliê
pra um dia de libra marcada...
Nessa espuma em que me viro?
Numa idéia aleatória,
num balanço repetido,
em pouco ritmo ensaiado,
num centrismo corroído..."
Bula
"Vivo num turbilhão,onde me faço elástica.
Receita?
Pra abraçar o mundo e depois chorar de cansaço."
Receita?
Pra abraçar o mundo e depois chorar de cansaço."
sábado, abril 02, 2005
Sopro de cera
"Vôo longe num segundo
e realizo tal desejo
meu e ter de correr mundo
quantos anos não te vejo!
Longe então mas perto agora
te abraço e beijo o queixo
conversamos como outrora
tantas coisas num só beijo!
por fim, hora de ir
quase esqueço por que vim
uma data de alecrim
toda sua pra te rir..."
e realizo tal desejo
meu e ter de correr mundo
quantos anos não te vejo!
Longe então mas perto agora
te abraço e beijo o queixo
conversamos como outrora
tantas coisas num só beijo!
por fim, hora de ir
quase esqueço por que vim
uma data de alecrim
toda sua pra te rir..."
8ª Dimensidão
"Vagueio; me bandeio pro lado de lá
alavanca em cadeia de impulso
combustível prum solto pensar.
De espera passou à mordaça
já que explora em domínio discreto...
me desloca o centro de massa,
raciocínio em ângulo reto.
Inútil; me elevo na grama de cá
o que antes seria concurso
passa agora à visão nimelar.
Não me serve qualquer cão de caça
se o preço sequer é correto...
esfarela como ao livro, a traça,
assinando sem ser mel concreto."
alavanca em cadeia de impulso
combustível prum solto pensar.
De espera passou à mordaça
já que explora em domínio discreto...
me desloca o centro de massa,
raciocínio em ângulo reto.
Inútil; me elevo na grama de cá
o que antes seria concurso
passa agora à visão nimelar.
Não me serve qualquer cão de caça
se o preço sequer é correto...
esfarela como ao livro, a traça,
assinando sem ser mel concreto."
sexta-feira, março 25, 2005
Desejos de uma ardilha sem fulgor
"Me recuso a te pegar quando pra sair composta
mas aceito ir de pijamas se é pra ser de madrugada
Da mesma forma não te quero num beijo só de rotina imposta
mas devolvo um palmo e meio pra cada fita em grau vazada
Pra mandar cartão postal de um moinho que passou,
rasgo mas guardo
Pra levar daqui a calma que absorve anel robô
atiro mas marco
Quero mais, ocultar por noite adentro
fica mais, me derrama o teu tormento
ouço tudo; e te opino se quiser
ou silencio e te aninho, em busca de ser mais mulher
Se é pra gritar, que seja correndo na grama
pra analisar, só se for lado bom em varanda
Pra ser tudo, transborda meus poros com pólen
deixa mudo, calafrio com tristeza que some
Ri comigo se o hoje é sem jeito
choro surdo e machuco defeito
Canta junto um cordel sem arpejo
e acha em piscar cheiro fresco
Me mostra um Almodóvar em cristal de maresia
e discute daltonismo em palavra e sintonia
Bom dia.
Não me canso, e chego perto, e não sei mais
não acho tarde pra arrancar você de um fá
Vou pactuar com borboleta em véu de fogo
pra me levar pra dentro aí no teu encosto
E ver se vê em vivo amigo um vinho tinto
e saber se vem comigo e o que se passa
Ouvir se pensa nisso tudo e não foi dito
provar sem te saber furor de graça"
*Gostou? Concorda? Tá...casa comigo então?
mas aceito ir de pijamas se é pra ser de madrugada
Da mesma forma não te quero num beijo só de rotina imposta
mas devolvo um palmo e meio pra cada fita em grau vazada
Pra mandar cartão postal de um moinho que passou,
rasgo mas guardo
Pra levar daqui a calma que absorve anel robô
atiro mas marco
Quero mais, ocultar por noite adentro
fica mais, me derrama o teu tormento
ouço tudo; e te opino se quiser
ou silencio e te aninho, em busca de ser mais mulher
Se é pra gritar, que seja correndo na grama
pra analisar, só se for lado bom em varanda
Pra ser tudo, transborda meus poros com pólen
deixa mudo, calafrio com tristeza que some
Ri comigo se o hoje é sem jeito
choro surdo e machuco defeito
Canta junto um cordel sem arpejo
e acha em piscar cheiro fresco
Me mostra um Almodóvar em cristal de maresia
e discute daltonismo em palavra e sintonia
Bom dia.
Não me canso, e chego perto, e não sei mais
não acho tarde pra arrancar você de um fá
Vou pactuar com borboleta em véu de fogo
pra me levar pra dentro aí no teu encosto
E ver se vê em vivo amigo um vinho tinto
e saber se vem comigo e o que se passa
Ouvir se pensa nisso tudo e não foi dito
provar sem te saber furor de graça"
*Gostou? Concorda? Tá...casa comigo então?
quinta-feira, março 24, 2005
MEU PSENESRTE
"NÃO PSOSO TE FLAAR DO AOMR QUE SNTIO
JÁ QUE TDUO É RSRTEGINIDO E PDOE NÃO SAOR BEM
MAS PSOSO TE MSTROAS QUE NÃO ME MTINO
QNADUO AHCO DE VRADEDE QUE A PIXAÃO VAI MIAS AELM
SE UM DIA EVELRMOAS NAOMSTO
ATÉ O PNOTO EM QUE NÃO SJEA SJUO OU FIEO O AORDAR
EU CNATO NSOSA HOTSIRIA PRO FTURUO
ODNE UM HNIO QUE EOCAEM VATNODE DE AGIAMR"
JÁ QUE TDUO É RSRTEGINIDO E PDOE NÃO SAOR BEM
MAS PSOSO TE MSTROAS QUE NÃO ME MTINO
QNADUO AHCO DE VRADEDE QUE A PIXAÃO VAI MIAS AELM
SE UM DIA EVELRMOAS NAOMSTO
ATÉ O PNOTO EM QUE NÃO SJEA SJUO OU FIEO O AORDAR
EU CNATO NSOSA HOTSIRIA PRO FTURUO
ODNE UM HNIO QUE EOCAEM VATNODE DE AGIAMR"
Fim de festa
"Foi bom ter fugido da praça
correu minha vez de sossego
estado de graça?
Miro a rota mas ando em placebo
só desvio do óbvio que quero
carência de apego?
Surge montado na aurora
o que foi, vêm e cega:
certidão crua em guerra"
correu minha vez de sossego
estado de graça?
Miro a rota mas ando em placebo
só desvio do óbvio que quero
carência de apego?
Surge montado na aurora
o que foi, vêm e cega:
certidão crua em guerra"
Gatilho de idéia de loucos
"Pára, quero subir
no carrossel eterno sem parar
parada brusca só numa estação
que cada qual decide por saltar
sem ar então
Corre, quero alcançar
puxa e em neblina cego a tatear
não quero ver se avanço em contra-mão
sentir tal brisa já é meu calar
qual mar em chão
Volta, se quer olhar
se você pensa idealizar
talvez a idéia seja de antemão
gatilho frágil louco em atirar
está na mão."
no carrossel eterno sem parar
parada brusca só numa estação
que cada qual decide por saltar
sem ar então
Corre, quero alcançar
puxa e em neblina cego a tatear
não quero ver se avanço em contra-mão
sentir tal brisa já é meu calar
qual mar em chão
Volta, se quer olhar
se você pensa idealizar
talvez a idéia seja de antemão
gatilho frágil louco em atirar
está na mão."
Piro-mentira, Psi-futuro
"Quando dentro de casa o sapo não desvira
olha pela porta e uma pedra torna bruma
tira venda e re-conhece o que sempre esteve ali
sem castelo só um poste observando pela rua
Quis lábio, ceguei pra língua
um cordel rebobina?
(...)
sou verso sem rima melhor que ela em parnasiana."
olha pela porta e uma pedra torna bruma
tira venda e re-conhece o que sempre esteve ali
sem castelo só um poste observando pela rua
Quis lábio, ceguei pra língua
um cordel rebobina?
(...)
sou verso sem rima melhor que ela em parnasiana."
Auto-piedade
"Vou eu mesma me cantar
e fingir contentar com tão pouco
vou criar mil dizeres pra dar
e inspirar num barril de sufoco
Afogar?
não até que não me faça ouvir
Levantar?
só se for pra mostrar sol em mí
Não tem só o vazio externo que se pensa
bem mais rasa que qualquer vil aparência
no escuro, mais paredes que as só seis.
(...)
viro num mês"
e fingir contentar com tão pouco
vou criar mil dizeres pra dar
e inspirar num barril de sufoco
Afogar?
não até que não me faça ouvir
Levantar?
só se for pra mostrar sol em mí
Não tem só o vazio externo que se pensa
bem mais rasa que qualquer vil aparência
no escuro, mais paredes que as só seis.
(...)
viro num mês"
Título o Marmelo!
"Vai lá, sem medo, pode ir que eu te prometo
vou tentar me segurar pra não jogar você daqui
se quiser me grita agora que eu vou ver se já te vejo
e acompanho só seguindo, sem andar, aquela esquina
Mora em olho essa menina; inquilina que eu invejo
vou pagar teu aluguel pra você ceder uns dias
e emprestar esse colchão de capim leve que te deita
sem dormir...sem dormir...
e acordar de um sono louco só pra ver se você deixa
sem sair...sem sair...
e decorar tua rotina embebida em chá de menta
mas cala assim, não cola em mim,
olha o dia que morreu
pra querer ser gelo em gin
diz por que te acometeu
não vem mais, não vai mais
agora dorme...
corre atrás, corre a mais,
e vê se some"
vou tentar me segurar pra não jogar você daqui
se quiser me grita agora que eu vou ver se já te vejo
e acompanho só seguindo, sem andar, aquela esquina
Mora em olho essa menina; inquilina que eu invejo
vou pagar teu aluguel pra você ceder uns dias
e emprestar esse colchão de capim leve que te deita
sem dormir...sem dormir...
e acordar de um sono louco só pra ver se você deixa
sem sair...sem sair...
e decorar tua rotina embebida em chá de menta
mas cala assim, não cola em mim,
olha o dia que morreu
pra querer ser gelo em gin
diz por que te acometeu
não vem mais, não vai mais
agora dorme...
corre atrás, corre a mais,
e vê se some"
Enquadro em Quadros
"Folha pisada no chão de concreto
é descaso comigo
Cara virada e atenção na varanda
é doer sem motivo
Dar não pro dia e sim pro rebelde
é viver sem sentido
Cola já gasta grudando buraco
é querer ser teu vício"
é descaso comigo
Cara virada e atenção na varanda
é doer sem motivo
Dar não pro dia e sim pro rebelde
é viver sem sentido
Cola já gasta grudando buraco
é querer ser teu vício"
CFICENMAEINTTE MSANGEEM
"QREUO QUE SUA POSESA EDNTENA
O QUE MHINA CSUFNOÃO GIRTA
QNAUDO NÃO QREUO FLAAR
DXEIE PRA DIOEPS O QUE É ICRETNO
QUE O ERDARO É MONES TROTO
SE A IEDÍA É DE LAVER
EU SEI E VCOÊ SBAE QUE DIRAA
SE EM ASACO ALUGM DIA
NSOSO CMIHNAO CZARUR
POR QUE NÃO PDOE SER BEM LGOO AROGA
SE O QUE IDEMPE ATÉ OTRUORA,
MÊS ARTÁS NÃO ETISIXA?"
O QUE MHINA CSUFNOÃO GIRTA
QNAUDO NÃO QREUO FLAAR
DXEIE PRA DIOEPS O QUE É ICRETNO
QUE O ERDARO É MONES TROTO
SE A IEDÍA É DE LAVER
EU SEI E VCOÊ SBAE QUE DIRAA
SE EM ASACO ALUGM DIA
NSOSO CMIHNAO CZARUR
POR QUE NÃO PDOE SER BEM LGOO AROGA
SE O QUE IDEMPE ATÉ OTRUORA,
MÊS ARTÁS NÃO ETISIXA?"
Auto da Humanidade
Ato I
"Antes do submundo por que haveria o alto?
Não existe amor sem ódio, nem claridade sem breu
Falsa é toda barroquice, a verdade exponho em auto
Te mantenho assim desperto sem acordo com Orfeu
Civilização perfeita não pode passar de unidade
O poder cega o leproso assim como o paladino
Harmonia só resiste até quando ainda há vale
E a trupe unida e paga entretém o trono à vinho
Mas bebida querem todos, porque contentar com destino?
Cresce em ventre ocioso o feto podre da vingança
Já maduro angaria palitos de chumbo albino
Rouba espadas travestidas para inclinar balança"
Ato II
"Corre solta chama ardente da notícia em sub-pano
Na reflexão tardia cada qual pende vil face
Sabe o trono o que virá, en sem ter plano
Limpa sem fazer esforço a sujeira que há na base
Como líder lutados surge Gabriel em cena
Chance dúbia mostra o peito que protege sem escudo
Decisões por conta própria sem ver a mão que coordena
Encabeça moto e encaminha grupo mudo
Equilíbrio de mandato torna peleja acirrada
Quando torta para um lado, logo volta horizontal
A luta é finda criando mundos opostos em lata
Olhos furados são castigo, traz cegueira coloidal"
Ato III
"Bem como sal e gelo, asas tocam o que é escuro
Projeções desesperadas de um gárgula que tateia
Um império do pó nasce onde sangue só há puro
Nos vãos lava que escorre, no centro dor que incendeia
Supervisiona o rebanho um lord marcado à ferro
A vergonha superada pela cr4ença que há em mente
Por dentro da carne a ausência do que e e belo
E o olhar inexistente que o vôo mira em frente
Forjadas as armas quentes, põe-se em fila vasto bando
De um lado o medo de encerra, do outro já infla e levita
Encorajam frente à mortenum só coro alto canto
Os dias passados se foramo que ao ódio facilita"
Ato IV
"A guerrilha é segunda, mas os lados se extenderam
Negritude se mistura à cada branco que invade
Cinza rouco cobre o tempo num espaço que perderam
Morte em milhões de altares manda que o céu se cale
O destino de quem fracassa mistura sórdidos sabores
Em caldeirão que fulgura elimina a lembrança
No novo chão que renasce sob a forma deça
Berço pronto e situado entre inferno e paraíso
Lança as regras vencedor, mas quem perde já palpita
Acordo selado e cumprido, só falta nome e juízo
Da escória de uma rixa nasce o homem, Terra habita"
"Antes do submundo por que haveria o alto?
Não existe amor sem ódio, nem claridade sem breu
Falsa é toda barroquice, a verdade exponho em auto
Te mantenho assim desperto sem acordo com Orfeu
Civilização perfeita não pode passar de unidade
O poder cega o leproso assim como o paladino
Harmonia só resiste até quando ainda há vale
E a trupe unida e paga entretém o trono à vinho
Mas bebida querem todos, porque contentar com destino?
Cresce em ventre ocioso o feto podre da vingança
Já maduro angaria palitos de chumbo albino
Rouba espadas travestidas para inclinar balança"
Ato II
"Corre solta chama ardente da notícia em sub-pano
Na reflexão tardia cada qual pende vil face
Sabe o trono o que virá, en sem ter plano
Limpa sem fazer esforço a sujeira que há na base
Como líder lutados surge Gabriel em cena
Chance dúbia mostra o peito que protege sem escudo
Decisões por conta própria sem ver a mão que coordena
Encabeça moto e encaminha grupo mudo
Equilíbrio de mandato torna peleja acirrada
Quando torta para um lado, logo volta horizontal
A luta é finda criando mundos opostos em lata
Olhos furados são castigo, traz cegueira coloidal"
Ato III
"Bem como sal e gelo, asas tocam o que é escuro
Projeções desesperadas de um gárgula que tateia
Um império do pó nasce onde sangue só há puro
Nos vãos lava que escorre, no centro dor que incendeia
Supervisiona o rebanho um lord marcado à ferro
A vergonha superada pela cr4ença que há em mente
Por dentro da carne a ausência do que e e belo
E o olhar inexistente que o vôo mira em frente
Forjadas as armas quentes, põe-se em fila vasto bando
De um lado o medo de encerra, do outro já infla e levita
Encorajam frente à mortenum só coro alto canto
Os dias passados se foramo que ao ódio facilita"
Ato IV
"A guerrilha é segunda, mas os lados se extenderam
Negritude se mistura à cada branco que invade
Cinza rouco cobre o tempo num espaço que perderam
Morte em milhões de altares manda que o céu se cale
O destino de quem fracassa mistura sórdidos sabores
Em caldeirão que fulgura elimina a lembrança
No novo chão que renasce sob a forma deça
Berço pronto e situado entre inferno e paraíso
Lança as regras vencedor, mas quem perde já palpita
Acordo selado e cumprido, só falta nome e juízo
Da escória de uma rixa nasce o homem, Terra habita"
Colante Amarelado
"Você é o seminário onde mato a saudade de Mafra,
e o licorzinho branco que ainda não faziam.
Kuka de Amarula?"
e o licorzinho branco que ainda não faziam.
Kuka de Amarula?"
Hum
"Antes de te falar pensei castelo
falei, e comprei trinta tijolos
Linha do XX?Trava.
E amanha?E em quatro?
Hum.
Traz as plantas?"
falei, e comprei trinta tijolos
Linha do XX?Trava.
E amanha?E em quatro?
Hum.
Traz as plantas?"
Cimentismo
"Chuva na janela faz travesseiro gritar
De mil léguas chega a falta, a grade aberta, o descampado
Luva!!!
Gota cai, bate, repica
pedra salta à lança albina
Luva!!!
Ensaboa, polonesa, essa virada
No reflexo da bolha uma virada
Luva!!!
Raio na flanela longe aqui vem bracejar
pega a mão do analfabeto e te mostra outro traçado
Dedos."
De mil léguas chega a falta, a grade aberta, o descampado
Luva!!!
Gota cai, bate, repica
pedra salta à lança albina
Luva!!!
Ensaboa, polonesa, essa virada
No reflexo da bolha uma virada
Luva!!!
Raio na flanela longe aqui vem bracejar
pega a mão do analfabeto e te mostra outro traçado
Dedos."
Espiral
"Em importância sou prato raso
mas cartola sem fundo em orgulho
dilacera no campo a questão
entro o macro e o micro em outubro
Inflo a tez para o auto que sigo
me mentindo em tentar ser alguém
quando o fim mostra mais grão de pó
com agulha me pagam refém
Se o ser e o seguir são só meus
e não posso driblar lantejoula
de que vale tentar brincar deus?
E se resta qualquer moça adulta
a querer sorvetar pela praça,
que se faça pra nunca tal luta"
mas cartola sem fundo em orgulho
dilacera no campo a questão
entro o macro e o micro em outubro
Inflo a tez para o auto que sigo
me mentindo em tentar ser alguém
quando o fim mostra mais grão de pó
com agulha me pagam refém
Se o ser e o seguir são só meus
e não posso driblar lantejoula
de que vale tentar brincar deus?
E se resta qualquer moça adulta
a querer sorvetar pela praça,
que se faça pra nunca tal luta"
Pílula XVII
"Quero bala geladinha
pra matar ansiedade
põe em água-maria a laranja
e de lá tira gás de criança"
pra matar ansiedade
põe em água-maria a laranja
e de lá tira gás de criança"
sábado, março 12, 2005
Frevo de sinestesia
"Se meu azul for teu verde,
e teu branco o meu vermelho,
Como vou cantar meu samba
Colorido e de bueiro?
Sendo roxo meu amor,
e azul cor de seguro,
Que cheiro pode ter amarelo
se não for de azedo puro?
Mas sendo tua vida rosada
e adocicada a guinada,
Concordo com teu kiwi cor-de-palha
mas pra mim quero lilás de alvorada"
*meu lilás sempre vai ter cheiro de lavanda*
e teu branco o meu vermelho,
Como vou cantar meu samba
Colorido e de bueiro?
Sendo roxo meu amor,
e azul cor de seguro,
Que cheiro pode ter amarelo
se não for de azedo puro?
Mas sendo tua vida rosada
e adocicada a guinada,
Concordo com teu kiwi cor-de-palha
mas pra mim quero lilás de alvorada"
*meu lilás sempre vai ter cheiro de lavanda*
Me-editação
"Baila comigo, crossword de arandela
me diz ser só essa noite sempre tua cinderela
juro às seis voltar pra casa, pro meu mundo paralelo
seis do três do ano dez mil, se eu sumir com o Universo
Vou eternizar você nos meus versos de aquarela
e ressuscitar o vivo louco amor dessa novela
desatar os nós que ainda não existem no novelo
infiltrar em cada grão teu toque plasma por inteiro
Me ama comigo, engana a bala de respeito
me levo contigo, se é que há volta ou qualquer jeito
de subir pro céu de cima outro anjo por direito
bolo um plano de alquimia pra realizar tal feito"
me diz ser só essa noite sempre tua cinderela
juro às seis voltar pra casa, pro meu mundo paralelo
seis do três do ano dez mil, se eu sumir com o Universo
Vou eternizar você nos meus versos de aquarela
e ressuscitar o vivo louco amor dessa novela
desatar os nós que ainda não existem no novelo
infiltrar em cada grão teu toque plasma por inteiro
Me ama comigo, engana a bala de respeito
me levo contigo, se é que há volta ou qualquer jeito
de subir pro céu de cima outro anjo por direito
bolo um plano de alquimia pra realizar tal feito"
Encomenda particular de votos simples de pré-futuro
"Vai menestrél, poetar cada vão de louça
preencher com flor a tua andança
que o barão do tempo iniciou
Vai, mas carrega na mala a lembrança
a memória de fio de balança
que o teu picadeiro mostrou
Voa longe, mas marca o caminho
segue em bando mas sempre sozinho
traz de volta o deixado pra trás
E assim, quando o fruto for doce
volta ao verde, mas não mate à foice
e no chão cospe o amargo que fica
Guarda bem cada peão do jogo
pra mais tarde voltar e ler, rouco
e ver quantos em rei transformou
Deixo assim cada voto de apreço
e uma prece que vento te leve
onde for que pertença o teu verso
E que faça de sol ventania
que transforme em mel luz de dia
ou de amor tire breve cantar
Bote em faces sorrisos discretos
de quem antes perdeu todo afeto
e não tinha à que recorrer
Seja leve, tranquilo e sereno
mesmo quando deitado sem feno
não tiver o que te merecia
E entende que não é qualquer
que enxerga além do viés
harmonia na festa das letras
Mesmo quando cansado da trilha
estiver, ou quiser ter partilha
lembra o louco que ri de bobagem
Tira dele e de cada descida
combustível pra ter na subida
e armazena com água-de-cheiro
Vê no espelho raio de fundura
sem deixar de lado ré ternura
e aninha estampado na cara
E embrulha e me manda de volta
o furor que te bater à porta
quando o mundo quiser ler você
Já que o ponto que foi de partida
do trajeto, até então de ida
não cabe no que há de crescer"
*ah queria ter feito mais...mas ia virar um jogral mega-modernizado=P*
preencher com flor a tua andança
que o barão do tempo iniciou
Vai, mas carrega na mala a lembrança
a memória de fio de balança
que o teu picadeiro mostrou
Voa longe, mas marca o caminho
segue em bando mas sempre sozinho
traz de volta o deixado pra trás
E assim, quando o fruto for doce
volta ao verde, mas não mate à foice
e no chão cospe o amargo que fica
Guarda bem cada peão do jogo
pra mais tarde voltar e ler, rouco
e ver quantos em rei transformou
Deixo assim cada voto de apreço
e uma prece que vento te leve
onde for que pertença o teu verso
E que faça de sol ventania
que transforme em mel luz de dia
ou de amor tire breve cantar
Bote em faces sorrisos discretos
de quem antes perdeu todo afeto
e não tinha à que recorrer
Seja leve, tranquilo e sereno
mesmo quando deitado sem feno
não tiver o que te merecia
E entende que não é qualquer
que enxerga além do viés
harmonia na festa das letras
Mesmo quando cansado da trilha
estiver, ou quiser ter partilha
lembra o louco que ri de bobagem
Tira dele e de cada descida
combustível pra ter na subida
e armazena com água-de-cheiro
Vê no espelho raio de fundura
sem deixar de lado ré ternura
e aninha estampado na cara
E embrulha e me manda de volta
o furor que te bater à porta
quando o mundo quiser ler você
Já que o ponto que foi de partida
do trajeto, até então de ida
não cabe no que há de crescer"
*ah queria ter feito mais...mas ia virar um jogral mega-modernizado=P*
sexta-feira, março 11, 2005
Verde, Manzanilla
"E em meio à formigueiro pude achar um vegetal
Cor de céu em dia limpo e cheiro de gelo em cristal
Se se esconde, logo surge, com um riso em cada mão
Um presente escondido, um mar, um vinho, uma canção
Melodia sem dor pronta que se faz ouvir no dia
Segurança em bermudas e paralisia fria
Avalanche de tormenta que ecoa nos sentidos
Pedra bruta e lapidada que escorre sem zumbidos
Quê de louco, farto, insano
Mesmo quando em briedade
Dorme calmo em metro e pano
Encomenda entregue e pronta
E em cada verso feito
Pouco de você se encontra"
*choro mesmo*
Cor de céu em dia limpo e cheiro de gelo em cristal
Se se esconde, logo surge, com um riso em cada mão
Um presente escondido, um mar, um vinho, uma canção
Melodia sem dor pronta que se faz ouvir no dia
Segurança em bermudas e paralisia fria
Avalanche de tormenta que ecoa nos sentidos
Pedra bruta e lapidada que escorre sem zumbidos
Quê de louco, farto, insano
Mesmo quando em briedade
Dorme calmo em metro e pano
Encomenda entregue e pronta
E em cada verso feito
Pouco de você se encontra"
*choro mesmo*
Ciranda de roda
"Saci-pererê, saci-pererê,
você não me vê,
não vou na rua por você,
volte o dez, vêm cá, me dê!
(...)
Gargalhada milhar"
você não me vê,
não vou na rua por você,
volte o dez, vêm cá, me dê!
(...)
Gargalhada milhar"
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