sábado, março 12, 2005

Frevo de sinestesia

"Se meu azul for teu verde,
e teu branco o meu vermelho,
Como vou cantar meu samba
Colorido e de bueiro?

Sendo roxo meu amor,
e azul cor de seguro,
Que cheiro pode ter amarelo
se não for de azedo puro?

Mas sendo tua vida rosada
e adocicada a guinada,
Concordo com teu kiwi cor-de-palha
mas pra mim quero lilás de alvorada"

*meu lilás sempre vai ter cheiro de lavanda*

3 comentários:

Julinho da Adelaide disse...

Ignorante!hehehhee

Tiago disse...

Oh, deusa dam embreaguez poética, bacante mil vezes tresloucada, dançarina dionisica das palavras, teu humilde servo clama por mais gotas desse teu dulcíssimo vinho que extasea minha alma.

Hehehe. Gostou? Essa foi pra me redimir por todo o tempo que eu passei sem comentar seu blog. Imperdoável! Mas agora isso vai ser remediado...

Versos e ventos disse...

Adorei essa!
Dava até marchinha de carnaval (sem ofensa nenhuma). Com o misturar das cores, sabores e odores. A própria poesia é um carnaval, que termina na certeza da alvorada cor de lavanda!
Belíssimo!

Fernando