quinta-feira, março 24, 2005

Espiral

"Em importância sou prato raso
mas cartola sem fundo em orgulho
dilacera no campo a questão
entro o macro e o micro em outubro

Inflo a tez para o auto que sigo
me mentindo em tentar ser alguém
quando o fim mostra mais grão de pó
com agulha me pagam refém

Se o ser e o seguir são só meus
e não posso driblar lantejoula
de que vale tentar brincar deus?

E se resta qualquer moça adulta
a querer sorvetar pela praça,
que se faça pra nunca tal luta"

Um comentário:

Tiago disse...

A praia sem um grão de areia ainda seria praia, mas não a mesma praia...