segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Som da revolta, ar de traquina, alma sem volta

"Meia noite almocei,
por que estranha?
Tive frio, me unhei,
me traz quem ama!
Não quero me acabar como gelo ou dia,
Temo ter que precisar de companhia
Ao dormir quero sonhar mas rolo e fico
Abro os olhos me imagino em contraste
Quando vejo ja passou-se tanto tempo
Quase dia, céu se expõe pro sol que nasce...
E se eu dormir?Nunca acordar?Fingir sair?
Quero que morram os que agem sem vontade.
Quero que explodam cada grama de humildade.
Quero sumir com cada gesto de bondade.
Vou permitir somente os gênios de verdade...
E por favor não me odeie por isso."

2 comentários:

Anônimo disse...

Pqp hein menina... fazia um tempinho que eu nao entrava nesse teu livro aqui.não sabe brincar, não brinca... cada dia escrevendo melhor, muito bom mesmo, parabéns.
Bjao, Chico

Fernando disse...

Comentar é interpretar;
Interpretar é usar sua visão para entender o poema, então essa é minha visão:
O poema retrata a insônia, almoçar ao meio dia, qual se torna meia noite, já que o sono não veio a noite inteira. "Não quero me acabar com gelo ou dia"; o recuso da bebida, da bebedeira, não deixar que suas idéias seja levada pela embriaguês.
Depois a insônia consome aos poucos, a impaciência levar o não aguentar da hipocresia (humildade, bondade), "permitir só a verdade"...
Por último, "não odeiem a sinceridade".
Eu, particularmente, adorei.